Uma ponte entre África, Bahia e afeto familiar
A chef e apresentadora Bela Gil estreia oficialmente o restaurante Preta Maria em São Paulo, trazendo para o cenário gastronômico um projeto carregado de significado, ancestralidade e carinho. Localizado no complexo Mata São Paulo, o estabelecimento homenageia sua irmã, Preta Gil, e busca proporcionar uma imersão na cultura africana por meio de sabores, aromas, música e ambiente.
O menu do Preta Maria foi concebido para transitar entre referências da África Ocidental, com raízes em países como Nigéria e Senegal, e a cozinha tradicional baiana, evidenciando a origem da chef. Pratos autorais, como o tabule de painço com purê morno de batata-doce laranja, a já famosa coxinha de jaca e a pipoca de milho crioulo, sugerem não só experimentação, mas também uma intenção afetiva e acolhedora. “Tudo foi pensado com carinho e cuidado, cada prato tem um porquê”, revela Bela Gil.
Gastronomia como memória e experimentação
O Preta Maria não busca reproduzir de forma literal as culinárias africanas, mas servir de porta de entrada para experiências sensoriais e culturais mais amplas. O restaurante promove uma verdadeira jornada, guiando os visitantes por elementos da música, do design e dos ingredientes que evocam o continente africano. “O objetivo é abrir uma porta para a África, não fazer uma cópia”, explica Bela. Ela compartilha suas vivências em terreiros de candomblé, restaurantes étnicos em Nova York e vivências baianas, que serviram de repertório para a concepção do cardápio.
Além dos pratos veganos e vegetarianos que fazem parte de sua tradição culinária, Bela optou, pela primeira vez, por incluir carnes no menu do Preta Maria, em um gesto de maturidade e inclusão. “É um espaço onde todas as pessoas podem se encontrar, sempre prezando pela comida orgânica e agroecológica”, afirma.
Homenagem à ancestralidade e presença do feminino
A escolha do nome Preta Maria vai além da homenagem a Preta Gil; traduz também laços familiares e a forte referência à Oxum, orixá associada à beleza, cuidado e doçura. “O restaurante carrega essa alma: doce, bonito, convidativo, muito cuidadoso”, ressalta Bela. A presença do feminino está não apenas no comando da chef, mas no acolhimento e atenção aos detalhes, reflexo do perfil da família e das vivências pessoais da idealizadora.
Coquetelaria e celebração sensorial
Outro ponto alto do restaurante é a carta de drinques, que traz sabores e memórias afetivas. O destaque vai para o Rainha do Mar, inspirado em Iemanjá, feito com spirulina e servido com uma espuma azulada, além do drinque de jurubeba, típico da Bahia e especial por marcar lembranças familiares da chef. “Drinques têm o poder de criar laços, de surpreender e convidar ao inesperado”, define Bela.
Um convite à cultura afro-brasileira
O Preta Maria propõe, assim, um mergulho na cultura, nas raízes e nos afetos que unem Brasil e África, guiado por boa comida, música e hospitalidade autêntica. Mais do que um restaurante, é uma ode à ancestralidade, à partilha e à saudabilidade.
Para quem busca experiências gastronômicas com identidade, história e inovação em São Paulo, o Preta Maria se posiciona como um espaço de referência. Fique por dentro das novidades da cultura brasileira e do universo gastronômico em explorebrazil.live.
