O aguardado eclipse solar total desta quarta-feira, 12 de agosto de 2026, promete movimentar a comunidade astronômica global com um espetáculo raro e de curta duração. Embora o fenômeno não será visível do Brasil, entusiastas e curiosos brasileiros poderão acompanhar tudo em tempo real graças às transmissões ao vivo realizadas pela Nasa, Agência Espacial Europeia (ESA) e pelo Observatório Nacional.

Como acontece o eclipse solar total?

O eclipse solar total ocorre quando a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol, bloqueando completamente a luz solar em uma faixa restrita da superfície do planeta. Durante a chamada “fase de totalidade”, apenas a coroa solar — camada mais externa da estrela — pode ser observada ao redor do disco lunar. Esse alinhamento só acontece porque, vistos da Terra, o Sol e a Lua aparentam ter tamanhos semelhantes (apesar do Sol ser 400 vezes maior e 400 vezes mais distante).

Onde o eclipse será visível?

A faixa de totalidade do eclipse terá menos de 320 quilômetros e atingirá áreas específicas do Hemisfério Norte: norte da Rússia, Groenlândia, Islândia, norte da Espanha e uma pequena região de Portugal. Nessas áreas, a Lua encobrirá totalmente o Sol por menos de dois minutos. Nas demais regiões da Europa, parte do norte da África e áreas da América do Norte, será possível observar um eclipse parcial, com a Lua cobrindo apenas uma parte do disco solar.

Duração e horários (horário de Brasília)

  • Início do eclipse parcial: 12h34
  • Fase total começa: 13h58
  • Ponto máximo: 14h46

A duração exata da totalidade depende da posição do observador na faixa do eclipse: quem estiver mais próximo do centro verá o Sol coberto um pouco mais do que as pessoas nas bordas da trajetória.

Como assistir ao eclipse no Brasil

Para quem está no Brasil, a alternativa é acompanhar os detalhes via internet. A Nasa fará transmissão ao vivo em seu canal no YouTube e nas redes sociais, enquanto a ESA e o Observatório Nacional também exibirão o fenômeno com comentários especiais desde o meio-dia. Esta é uma oportunidade única para brasileiros acompanharem, ao vivo, um dos maiores eventos astronômicos desta década.

Segurança na observação

Somente durante os poucos minutos de totalidade é permitido olhar diretamente para o Sol, sem proteção ocular. No restante do tempo, mesmo em eclipses parciais, é OBRIGATÓRIO o uso de óculos certificados conforme a norma ISO 12312-2 ou equipamentos específicos para observação solar. Olhar diretamente para o Sol sem proteção pode causar danos irreversíveis à visão.

Próximos eclipses para acompanhar

  • 2 de agosto de 2027: eclipse solar total em regiões do norte da África (Marrocos e Egito)
  • 2028: eclipse total atravessando a Austrália
  • Eclipses anulares do tipo "anel de fogo" previstos para América do Sul em 2027 e 2028

O interesse por fenômenos astronômicos cresce entre os brasileiros, e a possibilidade de acompanhar esses eventos pela internet amplia o acesso ao conhecimento científico. Fique atento às próximas datas e viva experiências únicas sem sair de casa.

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