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Novo mapa 2D do Universo revela bilhões de estrelas e galáxias para exploração
Carolina Gómez · 12 de agosto de 2026
Pesquisa internacional produz o maior e mais detalhado mapa 2D do Universo, disponível ao público.
Maior mapa 2D do Universo: inovação na astronomia
Um salto importante para a astronomia mundial foi anunciado com a divulgação do **maior mapa 2D do Universo já produzido**. O levantamento cartográfico reúne impressionantes 5,6 trilhões de pixels e quase 4 bilhões de estrelas e galáxias, abrangendo cerca de 75% do céu visível. Para os brasileiros apaixonados por ciência, essa novidade representa uma oportunidade inédita de explorar o cosmos em detalhes, independentemente do nível de experiência.
Como o mapa foi construído
O mapeamento é fruto do esforço conjunto do **DESI Legacy Imaging Surveys**, envolvendo laboratórios internacionais e utilizando dados captados por diferentes levantamentos terrestres, como o **Dark Energy Camera Legacy Survey (DECaLS)**, o **Mayall z-band Legacy Survey (MzLS)** e o **Beijing-Arizona Sky Survey (BASS)**. Além dessas contribuições, o projeto incorporou informações do satélite **WISE**, da NASA, além de outros bancos de dados públicos, para compor esse panorama abrangente.
No total, foram utilizadas 263.407 exposições feitas em 2.285 noites de observação, englobando diversas condições atmosféricas e técnicas de operação de telescópios.
Um recurso de pesquisa aberto ao mundo
A grande vantagem do novo mapa é sua disponibilidade: qualquer pessoa pode acessar a ferramenta online e investigar regiões do universo, identificar galáxias, estrelas e fenômenos raros. Pesquisadores profissionais, astrônomos amadores e curiosos agora dispõem de um recurso visual poderoso para estudar o cosmos.
Segundo **Arjun Dey**, líder do projeto no NSF NOIRLab, "O céu pertence a todos, e este levantamento dá a todos a oportunidade de explorá-lo e se maravilhar com suas belezas". O mapa já está contribuindo para pesquisas que buscam entender a distribuição de galáxias, a formação de estruturas cósmicas e até mesmo a misteriosa energia escura, fator que influencia a expansão do universo.
Tecnologia de ponta: do supercomputador ao futuro da astronomia
O volume massivo de dados exigiu uma infraestrutura tecnológica especial. O processamento das imagens levou oito semanas no supercomputador Perlmutter, do National Energy Research Scientific Computing Center, nos Estados Unidos. O trabalho ainda oferece suporte para instrumentação de futuros telescópios, como o **Vera C. Rubin Observatory** e o **Nancy Grace Roman Space Telescope**.
Além de promover a pesquisa científica, o absurdo volume de informações deve servir como base para desenvolver e treinar sistemas de inteligência artificial capazes de gerenciar e interpretar grandes bancos de dados astronômicos, trazendo avanços ao setor.
Um novo horizonte para a ciência
Com esse avanço, o Brasil reforça sua participação em iniciativas globais de exploração espacial e ciência de dados. O mapa permite novas perspectivas para estudantes, professores e todos os interessados em astronomia.
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