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Brasil

Consumo de chocolate cresce no inverno e impulsiona mercado brasileiro

Com temperaturas mais baixas, brasileiros buscam no chocolate conforto e novas experiências, ampliando as ocasiões de consumo do doce.

Visão geral

O inverno no Brasil tem aquecido mais do que apenas lareiras: segundo o relatório Top Chocolate Trends, da Callebaut, o consumo de chocolate atinge seu ápice nesse período, configurando-se como um dos principais motores do mercado nacional. Além das tradicionais vendas na Páscoa, o doce ganhou espaço em múltiplos momentos do dia a dia dos brasileiros, tornando-se protagonista de receitas, presentes e experiências de bem-estar.

Dados levantados pela Kantar WorldPanel em 2025 revelam que o chocolate está presente em 92,9% dos lares brasileiros. O frio parece intensificar o desejo por indulgência: sobremesas como fondue com frutas e petit gateau, além de bebidas como chocolate quente (com chantilly, marshmallow ou canela), entram em cena e aquecem os encontros e o paladar. "Durante o inverno, cresce a busca por experiências acolhedoras e compartilháveis, o que fortalece a demanda do chocolate o ano inteiro, não apenas em datas comemorativas", explica Juliana Lippe, diretora de marketing da Barry Callebaut para a América Latina.

O Top Chocolate Trends aponta que o consumo não se resume a grandes celebrações. O chocolate passou a marcar pequenas conquistas e momentos cotidianos, sendo associado a afeto, recompensa e conexões emocionais. O inverno corresponde, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), por quase um terço da produção anual do produto.

Mesmo diante da valorização do cacau no mercado internacional, que subiu 174,7%, e da elevação dos preços ao consumidor – alta de 11,99% em 2024, acima da inflação geral –, 65% dos brasileiros consomem chocolate semanalmente. O relatório também mostra uma demanda crescente por experiências gastronômicas marcantes, com sabores intensos e formatos pensados para dividir entre amigos e família. Produtos personalizados, edições limitadas e kits para presentear ilustram essa tendência.

Conforme dados da Abicab, o consumo per capita de chocolate no país alcançou 3,9 kg ao ano em 2023, superando a média dos últimos anos. Datas como Dia das Mães, Dia dos Namorados e Natal também ampliam o leque de vendas, com lançamentos especiais e edições comemorativas.

Além do consumo em casa, padarias, cafeterias, hotéis, restaurantes e confeitarias têm investido em sobremesas exclusivas e menus sazonais que destacam o chocolate como ingrediente principal. Para Juliana Lippe, esse movimento traduz-se em experiências cada vez mais imersivas e compartilháveis. A variedade de produtos aumentou – misturas com paçoca, caramelo, café, frutas vermelhas e até inspirações internacionais, como S’more e pistache, são opções em alta nos balcões do Brasil.

O setor movimenta cerca de R$ 22 bilhões por ano e a produção nacional evoluiu 6% em 2023, reforçando a força do chocolate na economia e na vida dos brasileiros. Seja na busca por conforto, celebração ou inovação, o doce mantém-se como escolha certeira em todas as estações.

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