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Brasil

Telescópio Nancy Grace Roman: novo 'Olhar do Universo' amplia busca por exoplanetas

A Nasa lança telescópio revolucionário com campo de visão muito superior ao Hubble.

Visão geral

A jornada humana para desvendar os mistérios do universo dá um passo grandioso em agosto, com o lançamento do novo **Telescópio Espacial Nancy Grace Roman** pela Nasa. Batizado em homenagem à primeira chefe de astronomia da agência, esse moderno equipamento promete revolucionar a observação espacial, oferecendo um campo de visão aproximadamente 100 vezes maior que o do icônico Hubble.

Um gigante para explorar o cosmos Fruto de uma notável colaboração entre ciência e tecnologia de ponta, o Nancy Grace Roman herdou um espelho de 2,4 metros, originado de um projeto militar americano do Escritório Nacional de Reconhecimento (NRO). Adaptado à pesquisa científica, o telescópio será lançado pelo foguete Falcon Heavy, da SpaceX, diretamente do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.

O objetivo é ambicioso: vasculhar grandes extensões do céu para mapear bilhões de galáxias, investigar a origem e a evolução da matéria e energia escuras e aprofundar a busca por exoplanetas — planetas que orbitam outras estrelas e que podem ser parecidos com a Terra.

Novas fronteiras na exploração de exoplanetas Com ferramentas inovadoras, como um coronógrafo capaz de bloquear a luz excessiva das estrelas, o telescópio permitirá capturar imagens diretas de planetas gigantes próximos. Sua técnica de microlente gravitacional possibilitará descobrir milhares de exoplanetas, aumentando exponencialmente as chances de identificar mundos habitáveis.

O astrônomo Cassio Barbosa compara o avanço à diferença entre observar uma árvore e enxergar toda a floresta em um único olhar. O volume de dados gerado em apenas um ano de operação deverá superar o que o Hubble coletou em décadas.

Cinco anos de missão e impacto duradouro Previsto para operar inicialmente por cinco anos, mas com possibilidade de chegar a uma década, o Nancy Grace Roman permanecerá em uma órbita de 1,5 milhão de quilômetros da Terra, no ponto L2, junto com o Telescópio Espacial James Webb. Seu custo estimado é de US$ 4,3 bilhões, refletindo o tamanho do avanço científico que representa.

Um legado de inovação e colaboração O Roman é resultado de um contexto único: equipamentos antes usados para espionagem foram reaproveitados para impulsionar a ciência. Em 2012, o NRO doou dois espelhos à Nasa, tornando possível a criação deste supertelescópio, cuja missão é desvendar segredos do universo pouco compreendidos até então.

O lançamento marca um novo capítulo na astronomia, abrindo perspectivas inéditas para a comunidade científica mundial, inclusive pesquisadores brasileiros ligados a projetos de astrofísica e busca de exoplanetas.

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